19 de nov. de 2013

Ponto Zero.


Sempre que tento estruturar algum rasto de pensamento conciso experimento essa sensação redonda, como se cada ideia exasperada rodopiasse em vício até a overdose, obsessividade subjetiva, subjeção obsessiva, compulsão. O palpite é que estou presa numa mesma questão e constantemente incitada por migalhas de interrogações aleatórias. Mas não estamos todos? Assustador pensar que não se sabe ao menos o ponto exato da pergunta cabível. E essas interrogações mirabolantes não os assolam durante os 40 minutos de espera oca no ponto de ônibus? As mesquinhas intrigas se infiltram nos congestionamentos, nas filas de banco, nas pausas para o cigarro e cruelmente nos minutos antes do cair ao sono. 
Analisando a 'sacada' de cobrir com aço maciço a pele mais sensível do corpo percebo o quanto sou descarada, uma das poucas certezas, que por sinal repito 'in-cansavelmente' é o fato de engolir sensações com afinco e delirar a cada trago de sentimento, qualquer que seja. Digamos que quero o tudo inteiro, esse é meu desejo de alma. (sei lá o que isso significa)
Vou fazer pirueta na bagunça toda! A razão será trincar armaduras, os pedregulhos amargurados e engravatados entre mesas, as mentes além das pernas e dos saltos. As cortesias além de favores devem ser cutucadas diariamente, regar até que brote entendendo que nem sempre vinga e que cada gota vale o sangue. Doando-se, tentando, esquivando-se, o lembrete no meio do meu cabaré mental diário é: Enjoy.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cada um a sua maneira...

She. disse...

Hum




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