20 de nov. de 2013

Overdose.



Lembranças são fagulhas que atiram feixes de luz bem no centro da minha retina. 
Não menosprezo partículas, afinal são elas que instigam a ebulição da coisa toda, guardo mil vulcões enfurecidos em algum lugar do meu intimo, não sei a fonte, ou melhor, cuspi na/a fonte, mas o calor ‘responde’ no estômago e espasmos sacodem peito adentro.  
Nunca soube abafar essa desordem folclórica, também não acho que qualquer humano (lê-se doente) alcance o absoluto do sentir. 
Esforço minha vista e miro no futuro, não tracei um plano, nunca almejei um majestoso conforto nem a paz eterna, mas ainda há vida... e ela explode ao meu redor. 
É assim... vou tornando-me força e energia, sinto mais a 'fluidez' do que o 'dito', padeço mais no olhar do que no grito e sou encantada em deslumbre por risos e gargalhadas, as dela então. ♥
Ecoarei feito um toque avulso numa corda de um violão antigo, não recauchutarei os sentidos, e sigo a determinação de jamais encontrá-los. Exatamente, abdiquei da compulsão por razões, elas que murchem junto com o verde, afinal... os tons do universo estão sempre se modificando. Meu feito foi diluir a ''verdade'' em um copo de ceticismo e muito afeto.
Queria viver outro tanto enlameado e perpetuar os pequenos (des) feitos sinuosos, sou livre e enjaulada, vivo debutante e fúnebre. Ah uma marreta, uma bala... ou qualquer força 'milagrosa' o suficiente pra trincar a redoma....  Mas não!

Não há.

Um comentário:

Anônimo disse...

... sinto...