Lembro do tempo em que defendia vorazmente essa coisa de 'fazer o bem sem olhar a quem', acho que era a ilusão de ser superior por não reclamar injustiças, o martírio providenciado, a vontade ordinária de ser heroica nesse mundo vilão. Vai madre, fecha os olhos e entrega preciosidades delicadas de bandeja, agora abre essa lupa, confere tuas coisas, ainda tá com a carteira? Nem sei se cruzei a linha do 'deixe de ser besta', ou só esqueci despertar dessa doce enganação de que 'não nasci pra ser inteira'.
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