20 de mar. de 2014

Pré exaustão de quinta.











Encarar o mar espelhado e cinza por trás desse vidro, aguar caos e segurar nervos como se fossem cordas. É como sentir as dobras do cérebro dissolvendo até a textura da areia fina, parece estranho, porém esse toque de poeira e musgo já azedou antes. Percebo que falo sem ligar os pontos, escrevo sem ponto de arremate. Naturalmente perco frases e enveredo em diálogos platônicos, divago, perturbo a linha e embaralho categorias. Sou genuinamente furacão. Talvez seja uma virtude peculiar, estratégia nata, costume adquirido, não sei, sinto que falta uma martelada.