25 de jul. de 2014

Rajado temporal.

Cada vez mais difícil.

Meu pessimismo bordado feito adorno impede a conjectura racional.
Sem ponto de partida. Só a ponta das nuances da balbúrdia (principalmente após dois vinhos e meia cana)
Ainda assim o ‘não vejo vida’ parece escapatória – apesar da possibilidade cogitada de infortúnio. Conto o tempo em sensações, degusto angustias – sem gelo.
O doce agrada, mas não finca, preciso acreditar que a delícia sempre finda.
Troco mundos e teclas, que vida é essa?
Serei clara feito o dia amanhecendo teimoso, serei crua – como não poderia.
Posso partir do querer, ou do palpável, tudo depende – segundo o que me foi ensinado.
Chega de tagarelice, só vejo gosto.
Sou sabor e nada além – que sandice, esticar tanto o futuro.
Divagarei em cada um dos pontos, não vejo alternativa frente a essa indagação saborosa de confronto.
Sinceridade, ou esperança?
Boa ventura, ou estatística?
Vejo oceanos, não os mesmos - nem muito menos o agora - adiantar o instante na penumbra doentia de previsão nunca chegará a conter o quê pulsante da indagação latente.
Sinto estacas vindouras e tempestade – estacas alheias, tempestades minhas. 
Entenda, tudo parte do agora, o futuro é mutável feito mentira inacabada. 
Preciso lembrar que o ponto é o não. 
Não querer, ou não acreditar?
Não quero continuar espuma quebrando em ondas – isso some e afunda.
Meu porto parte de dentro – jamais duvidaria de um querer pessoal.
A instabilidade é rotina afável, até então. 
Aprendi a desconsiderar fatos vindouros, mas tento abrir a exceção – sempre amedrontadora.

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