Mastigo-me triturando vagarosamente migalhas, acariciando o alimento com esse paladar seco, saliva cítrica! Abocanho o travoso, esmago e rumino.
É abalo! Qualquer corte nesse ‘coeso’ beira o profundo...
(o sangue é uma constante)
Cada metro mais escuro - no fundo é sempre breu.
Não é triste, mas confesso uma solenidade no pesar da coisa toda.
Ah, o breu que falo é meu e sou eu, porém talvez sejamos todos luzes em explosões de obscuridades. .
Estou rala feito um caldo de carne não encorpado, reticente (...) sentença sem arremate, estou só a questão.
Isso deve ser meu espírito perambulando sem autorização, ou minha mente tentando costurar farrapos em mantas de veludo.
- QUINTA.
- QUINTA.
2 comentários:
O obscuro nos cerca e nos preenche, isso.. é bem bonito.. basta saber lidar com o pretume, as luzes ficam mais brilhantes. As vezes cegam pelo tempo no escuro, mas, as vezes só fazem a gente abrir os olhos da alma.. já que os do rosto embaçam constantemente.
Sinto pelo caldo ralo, entendo.
Sinto pela falta do 'ponto de arremate'...
Não tente costurar nada, muito menos farrapos.. deixe a mente vagar, o que tiver de fluir - irá.
:*
...
Foto de Capa de livro!
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