7 de jun. de 2013

Candor. (3.9)

Ela abraça forte e uma ternura delicada salta transbordando todos os sentidos. 
Algo em nossa essência embaraça e gruda. A sensação de ‘unidade’ encharca dois corpos, somos peças de formas simétricas, vivemos a plenitude em uma redoma pulsante. 
Meu deleite é a serenata rítmica nos teus batimentos. Depois de tanto, e ainda assim achando pouco, sinto que a polêmica do significado real do ‘amor’ poderia revelar-se em um abraço puro.
Algumas sensações precisam ser pintadas, falo do gosto, da tontura que me desequilibra, do momento onde sou tragada sem esforço algum, porém entendo que jamais será possível construir a explanação clara e objetiva do que é compartilhar-se em franqueza e intensidade. Mesmo defronte do limite exposto e gritante, sou incitada a gastar eternamente minhas tentativas, o máximo que pode acontecer é divagar reticente, mas a vida não é tão diferente dessa realidade. 

Orgulho-me de cada pedaço meu em teu poder, agradeço o cuidado, admiro cada entrelinha e transcendo com tuas gargalhadas malévolas. 

Parabéns Corujitta. 
Outro mês, outro rabisco. 
Vamos desenhando, quando chegarmos aos cinco anos será a hora da moldura. 

Um comentário:

Ela. disse...

Eterno rabisco.
Minha amada imortal.
Coruja minha.






Te cuido.
Amanso esse coração arisco, ess instinto forte e selvagem..

E amo, tanto..