Noto o rajado cobrindo cada risco. Estendendo a mão posso alcançar qualquer chama de cuspe granulado. Engulo realces e me despeço do bordado colorido, deixo escapar apenas meu querido escarlate.
Bebo o gélido, sinto; É preto e fino. Frio, escorregadio e muscoso. Algumas ausências acariciam minha alma (hoje amarga), são faltas atípicas que empurram nessa tênue desordem.
Forjo uma cortina, fina e sórdida, a película que tenta ardentemente conter meu universo perturbado. Meu véu, o trapo que se arrisca ao segurar essa
realidade, o invólucro que protege a vida, guardião de toda demência!
Mas intimamente eu sei, esse brilho salpicado e perdido que acomoda meu olhar é a salvação.
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