19 de set. de 2011

Uma teoria.



   O temor só existe quando nossa vida segue estável e linear, mas se toda essa rotina ruir duma só vez e sua preciosidade escorrer e sumir perceberá que aqueles pequenos e velhos assombros, os medos que te atormentam ,o pavor da morte, de aranhas, formigas, tubarões, ou baratas parecem estranhamente minúsculos, bobos e banais, na verdade lembram os pesadelos que só fazem sentido na madrugada e as lendas de terror que parecem contos de fadas se narradas antes do anoitecer.


Entendam, dependendo do seu bem mais sagrado essa situação é completamente possível, na verdade seria o pior possível! É sobreviver padecendo no efeito de uma só droga.

Sendo clássica e romântica vou sugerir que o amor nos faz temer os riscos da vida.
"Você não pode morrer! Você tem um amor!"

Sabe-se lá se a vida dos amantes é melhor, quem realmente irá encontrar a balança para extremos? 
Mas eu diria que a existência em par é necessariamente uma fusão de mundos, a profundidade dessa adição beira a mistura e por vezes cria confusão. Se parar pra pensar ao menos 90% do seu tempo terá alguém ao seu lado, pareci um tanto carente? Mas quem gostaria de caminhar sozinho por aí com essa podridão toda?

Pensar nisso faz parecer que “possuir” alguém é como resumir toda a vida.

Sendo assim,
Eu me resumo a você!

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