31 de jul. de 2011

Aquela com a foice.


O cheiro exalado pela morte não é o pior odores e terminantemente não se assemelha ao enxofre, isso eu sempre soube. Mas acreditava que esse aroma viria como um perfume fantástico, algo que me fizesse crer em seres mágicos, ou enxergar pureza nesse mundo! (Sim, quase uma redenção!)

Hoje as coisas parecem mudadas, talvez minha visão continue a mesma, talvez a morte que tenha se transformado, mas sinto que ela chega tão serena e natural que é esperada... (a velha amiga/amante). Preciso ser honesta, a idéia de que tivemos um romance lindo tempos atrás jamais me sairá da mente, os galanteios e flertes durante o dia, a intimidade e confiança a noite e principalmente aqueles segundos onde ela simplesmente dançava e se mostrava da forma mais  nobre possível.  Era a folha tocando o chão, uma brisa dois graus abaixo do normal, um semáforo, o último gole, a loucura do amor, aquele cigarro, o “tic tac”, a fortuna infeliz, o traçado torto, eram tantos detalhes e mais sabor.

Não creio em destino, nem acredito que Deus e o Diabo jogam xadrez em alguma dimensão doida e perdida, não creio na morte segurando aquela foice dos quadrinhos, mas claro que podemos sentir sua presença  quando a vida some... Nada além do comum, nenhum risco fora do circulo ou longe da reta, nada novo, apenas tortuoso.  

Entendam... É o mesmo vento carrega folhas secas e flores mortas, a mesma terra transforma pássaros e corvos em abudo, é simplesmente o natural, estratégico, necessário... esperado.


Um comentário:

blogthaissantos disse...

Boa noite!
Adorei o post.. e falando nele, também tem post novo no nosso blog :)
Dá uma passadinha lá..
Ótima sexta-feira pra você!