Cá estamos nós! Ela nunca tem nome, pra provar que é uma sensação de alma e não só um objetivo concreto que pode ser preenchido. Ela é leviana, mas não fugaz, escorre pelo corpo como água, mas ainda arde e esfria a espinha. Não é medonha, mas às vezes mesquinha, jamais será só de um, esse calor corre e perdura por corpos, postes, cabanas e esquinas.
São dias se estendendo no horizonte hoje nublado, são saudades acumuladas e descuidadas, partes de um quebra-cabeça enorme, partes de um sentir, algo que nos torna frágeis e por sua vez, humanos. São pontos e trancas jogadas ao léu, sonhos e lembranças que se acumulam, espiões que vigiam e esperam sagazmente a hora de ser membro desse todo louco que é um ser pensante.
As emoções são figurinhas da alma, pregam peças, furam e lascam a mentes mais ricas, são avisos, lembretes de que a vida é mais que um cronômetro perfeito, as coisas existem por uma lei ou uma visão bagunçada, elas perduram com história e sentir próprios e assim constroem as maiores barreiras da vida e destroem um porto com um sopro.
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