Ela rodopiava aquela coisa colorida no ar, uma borboleta pra lá e pra cá, eu não parava de seguir aquelas cores. Lógico que tentava tomar o colorido e sempre ouvia a mesma coisa:
“Ainda não, um dia você terá o seu!!"Meu pai pegava uma folha de papel e ia dobrando até ficar só um traço, depois abria, amarrava a base e me entregava uma sanfona branca, frágil e sem glamour....
Era frustrante, mas eu gostava - no momento era tudo que podia ter.
Dessas coisas que você só entende vivendo.

Um comentário:
Leques são legais, simpáticos e muito charmosos... *-*
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